Sobre a questão do “rádio de pilha”

11/02/2016 | Compartilhe:

Considerando o infeliz comentário realizado pelo colunista Celso Luiz Nagel, no Jornal Folha SC, no dia 10 de fevereiro de 2016, no qual ele classificou como “burrice extrema” a decisão da Polícia Militar e da Federação Catarinense em proibir a entrada de torcedores com rádios de pilha no jogo entre Metropolitano x Brusque, realizado no dia 7 de fevereiro, em Jaraguá do Sul, salientamos:

A Polícia Militar de Santa Catarina possui um Procedimento Operacional Padrão que estabelece diretrizes a serem adotadas pelos policiais militares no policiamento de eventos esportivos. Uma das orientações, por exemplo, é proibir torcedores de entrar com quaisquer materiais que possam ser arremessados contra outras pessoas.

Considerando que o 14º Batalhão possuía informações de certa animosidade entre os torcedores, adotou-se esse procedimento para justamente prevenir qualquer arremesso de pilhas no campo ou entre torcedores.

Enfatize-se que dos quase dois mil torcedores que compareceram ao estádio, houve dois acessos barrados por conta do “polêmico” rádio de pilhas. Eles foram orientados, deixaram os aparelhos em outro local e puderam entrar normalmente para assistirem ao jogo.

Ora, o estádio João Marcatto já foi palco de duas rodadas do campeonato, e nenhuma ocorrência foi registrada, justamente devido ao comportamento dos frequentadores e, sobretudo, da conduta preventiva adotada pelo policiamento.

O nobre colunista, ainda, cita o Estatuto de Defesa do Torcedor para tentar legitimar sua infeliz colocação, dizendo que há formas de se prevenir e punir a violência nos estádios. Entretanto, esquece-se que a punição somente ocorre depois que a violência ou condutas inapropriadas já ocorreram. Ou seja, a Polícia Militar busca primordialmente a prevenção, pois depois que tumultos ou brigas ocorrem, maculando o espírito esportivo e colocando em risco a integridade física dos torcedores, sejam eles homens, mulheres, adultos ou crianças, é irrelevante cobrar uma atitude mais enérgica do policiamento, ou, ainda, apontar para todos os lados buscando um culpado para a situação.

Além do mais, quem está atento à realidade sabe que há outras formas de recepcionar o sinal de rádio, seja por smartphones ou MP3, por exemplo, que são objetos de considerado valor e, o mais importante, sem histórico de arremesso no campo ou entre torcedores; ao contrário das pilhas, baratas e dispensáveis, com vasto histórico de utilização, principalmente em estádios de futebol, como meio de ferir outras pessoas e tumultuar o espetáculo. Tanto que muitos árbitros esperam a escolta policial com escudos levantados para usufruir do intervalo ou sair de campo após a partida.

“Burrice extrema”, portanto, não é optar pela prevenção, mas sim negar todo o contexto, inflando de argumentos vazios e de modo irresponsável uma opinião que versa sobre uma conduta policial planejada, cujo objetivo foi tão somente o bem de todas as pessoas.

No mais, enfatizamos que o 14º Batalhão continuará trabalhando para buscar a prevenção em todas as situações, almejando a paz e a tranquilidade em todos os ambientes.

 

Texto: Sgt Luiz Wiltner

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Joelmir Martens

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